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02/06/2009

Bumbo

as palavras

aqui

em branco

as palavras

ali

no banco

as palavras

muitas

nada dizem

sem um abraço

denso

imenso...


Escrito por Rê-nata às 02h55
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Povoamento sem órgãos

Seu amor é líquido, é gasoso, é sólido, é um arco-íris.

O seu amor é um líquido que povoa o meu corpo inteiro, sua nascente. São águas que nascem serenas e, aos poucos, vão adquirindo velocidade o bastante para romper as margens e leitos, deixando o meu corpo sem órgãos.

Você flue em mim, escoa pelo meu corpo, sua casa. Nos fazemos “rio” que desaguá em cascatas, inundando oceanos e paisagens, banhando aldeias e matando a sede das tribos, levando fertilidade ao sertão...

Água serena, que percorre territórios desconhecidos, deságüe aqui em minha cascata.


Escrito por Rê-nata às 02h52
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Flores

eu quero comprar flores para você.
colher flores com você.
parir flores com você.

e, depois, jogar todas as cores
das flores
tudo no vento
daqueles rizomas
axiomas.


Escrito por Rê-nata às 02h52
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Tudo sempre se vai, esvai

A sensação de perda é como aquela em que um copo de vidro escorre por entre os seus dedos e cai das mãos. Algo que é tateável, transparente e sublime, mas que, em poucos minutos, pode se transformar em estilhaços que explodem em rotações ávidos por acertar um alvo e romper um elo. Há sangue e cacos de vidro no chão. Não há cola que repare as partes do todo. O erro foi posto e nem super bonder é capaz de regeneração.

Corriqueiramente, nos machucamos, sofremos, nos sentimos impotentes perante as situações pelas quais já passamos. A dor da perda não é passível de quantificação, mas quanto mais sentimos pelo dano causado mais a ferida demora para cicatrizar. Então, para que sofrer se a dor já é algo da vida? É preciso encontrar saídas, substituir estilhaços de vidro por copos novos.


Escrito por Rê-nata às 02h49
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Hibernação

As pessoas somem

é vida que passa

e gente dorme.


Escrito por Rê-nata às 02h47
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De.gusto

Te quiero

Te gusta?

Degusto.

 


Escrito por Rê-nata às 02h46
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Fumar você

Te levo

em cada trago

Ainda te espero

em cada cigarro.

 


Escrito por Rê-nata às 02h45
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09/07/2008

te vejo
latejante
caminhando
(in) constante

brotando
rizomas
que pulsam
como uma veia
única


Escrito por Rê-nata às 23h31
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22/06/2008

Rizoma

 

O rizoma

não pede passagem,

mas vem multiplicar

essa arte.

 

Ser e estar,

desterritorializar.

Ontem fui morango,

brotei da terra e

pari essa paisagem.

 

Grama no céu

da boca,

vento que pesa

na testa.

É a maior

viagem.

 

Sinto mais

do que trindade,

és um minuto

na eternidade.

Entre múltiplos

ponteiros

é uno e aguça

o mundo

inteiro.


Escrito por Rê-nata às 20h10
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Sentir o máximo

 

O máximo

do sentir

é nada.

 

Orbitar

o nada

pra sentir o máximo

do mínimo.


Escrito por Rê-nata às 20h07
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aLAÍZada

 

Ah, se Alá

pudesse sentir

é raiz

a mais pura

LAÍZ.


Escrito por Rê-nata às 20h06
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Realidade particular

 

Minha vida

Eu vivo à parte

Nos meus sonhos

É onde te encontro.


Escrito por Rê-nata às 20h06
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Fumar você

 

Te levo

Em cada trago

Ainda te espero

Em cada cigarro.


Escrito por Rê-nata às 20h05
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Te vi

 

Quando te vi

Pensei que fosse só ali

E hoje te trago aqui. ♥


Escrito por Rê-nata às 20h04
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Dentro-fora

 

Enfim

Fora de mim

E dentro de ti.


Escrito por Rê-nata às 20h03
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