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12/09/2010

Para fechar o ciclo. Para fechar o blog. Para fechas as coisas que ficaram para trás. Viva a vida!

 

Pictures of you – all my pictures of you

Tudo lembra você. Todas as letras no papel. Todas as palavras. Todos os significados. Tudo o que ficou marcado. Toda vida, tudo o que vibra. A cor do meu esmalte é você: laranja neon, verde água, azul turquesa, vermelho – bem vermelho. “Toda Colorida”.  Tudo o que tem cor pra ocultar o meu luto, tudo o que tem cor pra ocultar esse escuro absoluto.

I've been looking so long at these pictures of you

that I almost believe that they're real.

 

Respiro você em cada metro cúbico de ar. ‘Existe a minha vida antes de você e existe a minha vida depois de você’. Se paro de pensar em ti por um segundo, alguém passa ao meu lado e deixa o seu cheiro, mas não a sua presença.  Quero te achar, quero te encontrar, fecho os olhos e tudo vem... seu frescor cítrico, sua sensualidade de almíscar, seu mistério... até o nosso silêncio é teu.

There was nothing in the world

that I ever wanted more

than to feel you deep in my heart.

 

Todos os dias eu penso que poderia te encontrar em qualquer lugar. Todos os dias eu atravesso o mesmo farol e penso que eu poderia te encontrar exatamente ali, exatamente aqui:  atravessando a rua. Eu e Você e Todos os Carros. E Tudo Ia Ficar Estático. Todo dia eu torço para que o acaso aconteça.  Todos os dias eu te vejo, pena que a gente não se vê.

and we kissed as the sky fell in holding you close

how I always held close in your fear

 

Tem dias que demoram para passar, tem aqueles que passam e eu nem vejo.  Já se passaram 80 anos sem você e eu ainda não vivi nem um deles. “Todos os dias eu quero ver o seu sorriso, sentir o seu amor e proporcionar o triplo dessa amor.”

There was nothing in the world

that I ever wanted more

than to never feel the breaking apart of

all my pictures of you.

 

Todos os dias eu lembro de tudo e vejo que não sobrou nada. E todas as fotos que foram rasgadas.  Tudo o que foi falado, tudo o que foi dito, tudo o que foi sentido, tudo o que virou o seu veredicto.

Tudo, tudo, tudo... em todos os detalhes, a cada piscar de olhos, a cada suspiro...

Cadê as notas que estavam aqui?

and you finally found

all your courage to let it all go

 

If only I'd thought of the right words

I could have hold onto your heart

 


Escrito por Rê-nata às 19h31
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24/01/2010

queria poder não ter a habilidade para me adaptar

às vezes eu só queria ser “eu”

e me sentir inteira

dói absorver-te o tempo todo.

e lembrar que me unifiquei pela metade


Escrito por Rê-nata às 11h24
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Cansei de rê-nascer.

Às vezes eu só queria ficar parada no tempo

Dos seus abraços.


Escrito por Rê-nata às 11h24
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Não procuro entender o desfecho

E sim propor um rê-começo.


Escrito por Rê-nata às 11h24
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Escrevo porque já não posso dizer.

Escrevo porque não tenho a terrível limitação de manter isso como obrigação.

Escrevo porque estou cheia de vazio e preencho a minha solidão com letras garrafais.

Escrevo porque seu sorriso me lembra as letras no papel.

Escrevo e escrevo.

E tudo que me vem à mente são três sílabas.


Escrito por Rê-nata às 11h23
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02/06/2009

Bumbo

as palavras

aqui

em branco

as palavras

ali

no banco

as palavras

muitas

nada dizem

sem um abraço

denso

imenso...


Escrito por Rê-nata às 02h55
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Povoamento sem órgãos

Seu amor é líquido, é gasoso, é sólido, é um arco-íris.

O seu amor é um líquido que povoa o meu corpo inteiro, sua nascente. São águas que nascem serenas e, aos poucos, vão adquirindo velocidade o bastante para romper as margens e leitos, deixando o meu corpo sem órgãos.

Você flue em mim, escoa pelo meu corpo, sua casa. Nos fazemos “rio” que desaguá em cascatas, inundando oceanos e paisagens, banhando aldeias e matando a sede das tribos, levando fertilidade ao sertão...

Água serena, que percorre territórios desconhecidos, deságüe aqui em minha cascata.


Escrito por Rê-nata às 02h52
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Flores

eu quero comprar flores para você.
colher flores com você.
parir flores com você.

e, depois, jogar todas as cores
das flores
tudo no vento
daqueles rizomas
axiomas.


Escrito por Rê-nata às 02h52
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Tudo sempre se vai, esvai

A sensação de perda é como aquela em que um copo de vidro escorre por entre os seus dedos e cai das mãos. Algo que é tateável, transparente e sublime, mas que, em poucos minutos, pode se transformar em estilhaços que explodem em rotações ávidos por acertar um alvo e romper um elo. Há sangue e cacos de vidro no chão. Não há cola que repare as partes do todo. O erro foi posto e nem super bonder é capaz de regeneração.

Corriqueiramente, nos machucamos, sofremos, nos sentimos impotentes perante as situações pelas quais já passamos. A dor da perda não é passível de quantificação, mas quanto mais sentimos pelo dano causado mais a ferida demora para cicatrizar. Então, para que sofrer se a dor já é algo da vida? É preciso encontrar saídas, substituir estilhaços de vidro por copos novos.


Escrito por Rê-nata às 02h49
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Hibernação

As pessoas somem

é vida que passa

e gente dorme.


Escrito por Rê-nata às 02h47
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De.gusto

Te quiero

Te gusta?

Degusto.

 


Escrito por Rê-nata às 02h46
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Fumar você

Te levo

em cada trago

Ainda te espero

em cada cigarro.

 


Escrito por Rê-nata às 02h45
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09/07/2008

te vejo
latejante
caminhando
(in) constante

brotando
rizomas
que pulsam
como uma veia
única


Escrito por Rê-nata às 23h31
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22/06/2008

Rizoma

 

O rizoma

não pede passagem,

mas vem multiplicar

essa arte.

 

Ser e estar,

desterritorializar.

Ontem fui morango,

brotei da terra e

pari essa paisagem.

 

Grama no céu

da boca,

vento que pesa

na testa.

É a maior

viagem.

 

Sinto mais

do que trindade,

és um minuto

na eternidade.

Entre múltiplos

ponteiros

é uno e aguça

o mundo

inteiro.


Escrito por Rê-nata às 20h10
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Sentir o máximo

 

O máximo

do sentir

é nada.

 

Orbitar

o nada

pra sentir o máximo

do mínimo.


Escrito por Rê-nata às 20h07
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